Cinco Faces
posted by Otto Octavius on July 2nd, 2009
Eu queria poder dizer mundos,
Escrever versos profundos,
Mostrar quão grande é o coração
E quão curta é a canção.
Música, fiel amiga, não me abandone,
Pois tenho medo do não-barulho,
Não há quem me condicione
A não festejar um arrulho.
Eu tenho medo da solidão,
Perdido nessa imensidão
Que é do poeta o coração…
Ah Drummond, maldito,
Você tinha que estar certo?
Seu texto me é real tal como um bloco de concreto.
E cansa bater meu dedão
E gritar sem razão
Por não saber eu fazer
Tão bela canção.
Não tenho conhaque nem tenho lua,
Mas tenho luz e tenho rua
E to comovido pra caramba
No silêncio sem samba.
This entry was posted on Thursday, July 2nd, 2009 at 1:05 am and is categorized in Poesias. You can follow any responses to this entry through the RSS 2.0 feed.
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