O Estrangeiro

posted by Otto Octavius on July 3rd, 2009

Meu nom de guerre eu aceito,
Meu nome antigo não é um conceito,
Pois hoje eu renasci
Como pra sempre vivi.

Ozimandias já dizia
Sobre seus grandes feitos
Mas lá tudo jazia
Destroços perfeitos.

Tudo bem, aceito minha efemeridade,
Não quero durar uma eternidade…
Meu nom de guerre, no entanto
Carrega pra sempre certo encanto.

Nem que seja só pra mim
Mas meu nom de guerre não tem fim.
É bom, belo, justo e verdadeiro…
Dos meus atos, o herdeiro.

E assim me faço como quero ser,
Adiante na vida que vou a escrever.
Letra por letra, verso por verso
Desbravo meu próprio universo.
Estrangeiro, Coração!
Avante, Legião!

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Cheap and Debonair

posted by Otto Octavius on July 3rd, 2009

I walked a thousand miles, alone,
The footprints I left are now long gone,
Nobody ever saw them
And now, no one can.

I could wait a hundred years
But I would get nothing but tears…
Your head is not at the right place
There is a cheating smile on your face.

If you don’t love me, let me go away
Take a further step into the day
Because I don’t know tomorrow
But some images I can borrow…
And it looks so bright, so true
Sadly, I just don’t think it is with you.

I could be wrong,
So could this song…
But I see your eyes
And all untold lies!

Ah, well, I walk another thousand miles
Carrying tears yet to be spilled
a pocket-full of to-be-had smiles
and irony yet to be distilled.

You say I am a king among cowards
Well, my feet move along, stalwart.
In going forward bravery there is
For you are not mine, you are not his.

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Daniele

posted by Otto Octavius on July 2nd, 2009

Eu entro no chuveiro
Mas não quero lavar seu cheiro,
Porque adoro ele, na minha pele,
Esse cheiro de Daniele…
Não quero outro cheiro em mim,
Não quero pra esse cheiro um fim.

Eu olho pros lados sem saber dizer,
O que fiz de errado ou
o que de certo devo fazer
Pra estar ao seu lado…
Você saberia me dizer?

Bastaria jurar que eu te acompanharia?
Que de sua tristeza eu nunca rir-me ia?
Ou dizer que vou te proteger, com unhas e dentes?
Juntos, coesos, unidos, contentes?

Pois eu não sei mais o que dizer
Nem sei o que fazer
E sinto que chega a hora
De dizer, “E agora?”

Porque você diz ser sincera
E eu, também.
Não dá pra dizer o que nos espera,
Mas eu te quero, comigo e bem.
E sinto que você me quer,
Então… o que será de nós, mulher?

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Números Par

posted by Otto Octavius on July 2nd, 2009

Dois entre dezoito,
Eita mundo afoito,
Quatro braços,
Tenros casos.

Distantes entre centenas,
Aglomerados nas dezenas,
Quatro braços,
Cem abraços.

Um só nada faz
Pois zero trás,
Dois braços,
Sem abraços.

Dois entre dezoito,
Dois entre mil e oito,
Quatro braços,
Belos laços.

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Cinco Faces

posted by Otto Octavius on July 2nd, 2009

Eu queria poder dizer mundos,
Escrever versos profundos,
Mostrar quão grande é o coração
E quão curta é a canção.

Música, fiel amiga, não me abandone,
Pois tenho medo do não-barulho,
Não há quem me condicione
A não festejar um arrulho.

Eu tenho medo da solidão,
Perdido nessa imensidão
Que é do poeta o coração…
Ah Drummond, maldito,
Você tinha que estar certo?
Seu texto me é real tal como um bloco de concreto.

E cansa bater meu dedão
E gritar sem razão
Por não saber eu fazer
Tão bela canção.

Não tenho conhaque nem tenho lua,
Mas tenho luz e tenho rua
E to comovido pra caramba
No silêncio sem samba.

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